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Estatal chinesa tem a proposta menos abusiva para comprar a AVIBRÁS

Estatal chinesa tem a proposta menos abusiva para comprar a AVIBRÁS

Após a DefendTex reclamar da falta de apoio do governo australiano, a empresa oficialmente desistiu da compra da Avibrás, mas uma empresa estatal chinesa, NORINCO, fez uma proposta interessante, Adquirir 49% da Avibrás, mantendo 51% do capital como propriedade brasileira, pagar todas as dividas da empresa, manter os atuais contratos com o governo federal, investir para que a empresa possa receber mais contratos, e manter sua produção toda no Brasil, inclusive trazendo parte da produção chinesa para o Brasil, assim facilitando a exportação de material bélico originalmente chinês mas agora seria fabricado no Brasil.

DETALHES DA PROPOSTA CHINESA

Em 2022, no inicio do assédio internacional sobre a AVIBRAS, a NORINCO iniciou negociações para adquirir os 49% do capital da empresa brasileira, porém, de acordo com representantes da chinesa, não para absorvê-la, mas para utilizar parte de seu parque fabril para montar e dar suporte para seus produtos visando não só atender as demandas atuais e futuras do EB (na época a empresa participava do projeto VBCCav com o ST1-BR) e também de outros países da América Latina. A ideia era criar toda uma base de suporte para os sistemas militares e civis do grupo no Brasil.

Devido a diversos fatores, mas principalmente a uma grande quantidade de ofertas semelhantes na época, a proposta não foi adiante e a empresa chinesa, novamente de acordo com seus representantes, não obteve uma resposta e acabou desistindo das negociações.

A NORINCO realmente está disposta a fazer uma parceria com a AVIBRAS com vantagens mútuas para as empresas, pois investiria o capital necessário para a empresa brasileira sanar sua crise financeira, sem intervir nos projetos atuais, e ao mesmo tempo teria uma base no continente de onde poderia dar suporte para seus produtos, aumentando consideravelmente sua competitividade. Em tese, seria o melhor dos mundos.

Agora a empresa chinesa aguarda um posicionamento da carta enviada ao MD e, dependendo de seu teor, voltar às negociações, porém, depois da manifestação pública do Ministro, outros grupos internacionais deverão apresentar propostas já na próxima semana.

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