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INPE e CAST Realizam reunião técnica sobre a missão CBERS-6

INPE e CAST Realizam reunião técnica sobre a missão CBERS-6

Fonte: Gov.BR/INPE – Coordenação Geral de Engenharia, Tecnologia e Ciências Espaciais (CGCE).

O sétimo satélite do programa CBERS está em desenvolvimento desde 2022, e ainda não tem previsão de lançamento

Cooperação espacial entre Brasil e China avança com a Missão CBERS-6

O Brasil e a China estão trabalhando juntos em um projeto de satélite que vai monitorar a Amazônia e outras regiões do planeta. Essa é a Missão CBERS-6, que teve sua primeira reunião técnica de coordenação realizada entre os dias 14 e 18 de agosto, no INPE, em São José dos Campos.

O CBERS-6 será o sétimo satélite da família CBERS, que começou em 1988 como uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Chinese Academy of Space Technology (CAST). O diferencial desse novo satélite é que ele vai levar a bordo um Radar de Abertura Sintética (SAR), fornecido pela China, que permite obter imagens da superfície da Terra mesmo em condições de nuvens, fumaça ou neblina.

Isso significa que o CBERS-6 vai poder observar a Amazônia com mais frequência e precisão, mesmo quando o tempo estiver ruim. Assim, será possível acompanhar as mudanças na floresta, como o desmatamento, as queimadas, a biodiversidade e o uso do solo. Além disso, o satélite também vai fornecer dados para outras áreas de interesse, como agricultura, recursos hídricos, urbanização e desastres naturais.

Na reunião técnica de coordenação, os especialistas do INPE e da CAST discutiram os detalhes técnicos da carga útil do SAR e da plataforma do satélite, que será fornecida pelo Brasil. Eles também definiram as próximas ações a serem realizadas até a segunda reunião, prevista para novembro deste ano.

A Missão CBERS-6 é mais um exemplo de como a cooperação espacial entre Brasil e China beneficia os dois países e contribui para o desenvolvimento científico e tecnológico. Os satélites CBERS são operados em conjunto pelos dois países e os dados são disponibilizados gratuitamente para qualquer usuário interessado. Essa é uma forma de democratizar o acesso à informação espacial e promover o uso sustentável dos recursos naturais.

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