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Compra da Avibras por um fio – Ainda bem!!!

Compra da Avibras por um fio – Ainda bem!!!

Em entrevista a rede australiana Sky News, realizada em 04 de junho, o CEO da DefendTex, Travis Reddy, manifestou sua indignação com a atitude do governo australiano em negar um empréstimo para que sua empresa adquira a Avibras. Entre os Argumentos do executivo está a importância da AVIBRAS para a defesa e soberania do Brasil, e como utilizar desse poder tecnológico com transferência de toda a tecnologia para a Austrália seria benéfica para a defesa do país da Oceania.

Uma aquisição como esta e a transferência de tecnologia para a Austrália nos colocariam em pé de igualdade com os EUA, o Reino Unido, a França, a Alemanha – os principais intervenientes na defesa. Sem mencionar os nossos adversários. Isso traria toda uma pilha de propriedades intelectuais para a DefendTex e nos permitiria replicar essas capacidades aqui na Austrália, de modo que, sob qualquer condição, usando apenas os recursos… que são abundantes aqui… (seríamos) capazes de produzir desde o início para terminar… ataque de longo alcance e artilharia de foguetes.

CEO da DefendTex, Travis Reddy

Como noticiado anteriormente pela Revista Foguetes Brasileiros, o resultado dessa venda seria a transferência dessa tecnologia e toda sua produção para a Austrália, e os trabalhadores brasileiros ficariam de mãos abanando, da mesma forma que as Forças Armadas que perderiam um fornecedor nacional. Mas nada melhor que as palavras do próprio CEO para esclarecer suas intenções

O mesmo segue:

Esta aquisição está apoiada no interesse nacional da Austrália? Está adquirindo 70 anos de experiência em armas e munições guiadas no interesse nacional australiano? Está adquirindo um programa espacial de interesse nacional? Está fabricando foguetes e mísseis guiados na Austrália, de interesse nacional? Para mim a resposta a todas essas perguntas é sim. […] Quando olhamos para o atual ambiente geopolítico e para a mensagem que vem do governo, é tudo uma questão de tempo. E a única maneira de ganharmos tempo é trazer um sistema existente e o know-how aqui para a Austrália […] Inicialmente faríamos a montagem final aqui na Austrália e isso seria alcançado em questão de meses realizaríamos a fabricação completa de ponta a ponta em 18 meses.

Para aqueles que falaram que isso seria uma excelente solução para os trabalhadores que estavam sem salários, bom… em 18 meses, se essa negociação for concluída, eles estarão sem emprego.

Fonte: Sky News

Tradução por: LRCA Defense Consulting

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6 comentários

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JOSE GUSTAVO

Essa história parece filme de terror. E o principal responsável pelo terror é o próprio governo nacional. Isso tem que ser encampado pelo estado, paga o valor nominal ao dono, excluída os empréstimos do BNDES, e multas de mora.

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    JOSE GUSTAVO PARREIRAS HORTA LIMA

    e, também, os débitos trabalhistas, férias, salários atrasados, 13o. Se brincar sai de graça pro governo

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Creiton

Quem aprovar uma venda dessa deve ser preso e em caso de guerra sentenciado a morte por crime de lesa a pátria e traição.

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Camila

Que seja vendida logo!!!! Pagando os direitos dos trabalhadores, esta venda está demorando muito para acontecer. Quero ver a brilhante solução que os críticos de plantão podem dar, e agora todo mundo está preocupado em vender parte da indústria bélica, porque não se preocuparam antes? Filme de terror é o que 1200 famílias estão passando há 2 anos.

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    JOSE GUSTAVO

    Camila, vendida ao estado. Pagando o valor nominal da companhia, descontados empréstimos, multas e dívidas trabalhistas. Filme de terror, além da inação de governos é a visão desses liberalóides à serviço.

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MMerlin

Apenas um tal de “perneta” falou que a compra por empresa estrangeira era excelente.
O problema real desta empresa é a gestão por parte do atual presidente.
A AVIBRÁS possui uma dívida enorme, tanto com bancos privados quanto BNDES.
Possui projetos pelo qual já recebeu e o dinheiro foi pro ralo devido a péssima administração.
Qual a solução? Estatização?
Ela não é um órgão pública. É uma empresa. E como tal, precisa produzir produtos de qualidade, com entrega no prazo, de modo sustentável, para obter lucro e continuar existindo.
A experiência em conhecer a gestão pública demonstra que, sendo estatizada, vai virar um cabide de emprego, consumir ainda mais recursos e não entregar o que promete. Basta ver os órgãos e instituições envolvidas no PEB.
É ingenuidade acreditar que a estatização vai resolver os problemas da empresa.
O melhor caminho (e não existe excelência devido ao nível que a situação chegou) é o BNDES fornecer crédito para aquisição por uma empresa nacional. O ideal seria mais um braço da Embraer, mas existem outras empresas do setor de Defesa, não tão grandes, mas com gestão comprovadamente eficiente. Esse é o caminho.
O grande X da questão é que o seu atual presidente, João Carvalho Leite não quer largar o osso do controle da empresa. A consequência? Nenhuma empresa nacional está querendo se envolver e nem o governo consegue encontrar uma solução. Não restando outra alternativa à empresa a se oferecer para o mercado estrangeiro.
Basta ver a entrevista com o Múcio (Ministro da Defesa) referente à questão da AVIBRÁS. Está disponível no site do Caiafa.
Ele comentou a desistência da empresa Australiana e a entra de um novo player estrangeiro.
Infelizmente, o Governo atual não está usando sua influência e poder para a aquisição por outra empresa nacional.

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