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China e Brasil assinam acordo para “Fazer uma gambiarra” no satélite CBERS-5 e transformá-lo em Geoestacionário e de Meteorologia

China e Brasil assinam acordo para “Fazer uma gambiarra” no satélite CBERS-5 e transformá-lo em Geoestacionário e de Meteorologia

Os governos brasileiro e chinês assinaram nesta quinta-feira, 6, em Pequim, uma Declaração Conjunta de Intenções para o desenvolvimento do satélite CBERS-5. Porém, diferente dos outros satélites dessa constelação, o CBERS-5 será um satélite Geoestacionário com foco em Meteorologia, fornecendo dados para a previsão do tempo e o monitoramento de eventos climáticos extremos, como secas, tempestades, enchentes.

O documento foi assinado durante a VII Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN). Participaram da cerimônia o vice-presidente do Brasil Geraldo Alckmin, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social o MCTI, Inácio Arruda, que na ocasião representou a ministra, Luciana Santos, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Clezio De Nardin além de outros representantes da Administração Espacial Nacional da China (CNSA).

Polêmica

O Brasil já tinha planos de um projeto 100% nacional de um Satélite Geoestacionário de Meteorologia, definido no PNAE 2022-2031, o chamado GEOMET-1

Detalhes do projeto GEOMET-1, no documento PNAE 2022-2031, que define as metas do programa espacial brasileiro num intervalo de 10 anos, esse satélite está previsto desde o PNAE anterior, de 2012-2021

Essa adaptação do futuro CBERS-5 (Um satélite de orbita baixa para observação da terra) para um satélite Geoestacionário Meteorológico, o Brasil estaria trocando sua autonomia por um projeto sem previsão, até então, de transferência de tecnologia

Além disso, a previsão é de que esse satélite seja construído até 2031, com o custo de 5 Bilhões de reais, mais de 34% do orçamento do ministério de ciência, tecnologia e inovação e 38 vezes maior que o orçamento do programa espacial brasileiro para 2024. Quem pagaria esse projeto sem comprometer outras missões e sem ir de contra o Arcabouço Fiscal, que restringe o aumento de investimentos do país em qualquer área

Por outro lado, todos os satélites CBERS que projetados até então, foram lançados e concretizados, por ser um projeto Binacional com orçamento fixo que não pode ser alterado por governos anti-ciência, o que os tornam os únicos projetos de Estado do nosso programa espacial que vive sofrendo da boa vontade volátil de governos que duram 4 a 8 anos e não são herdados entre governos.

Espionagem?

Segundo o diretor do INPE: “Nossa ideia é compartilhar os dados meteorológicos que vamos gerar com os parceiros chineses a todos os demais países interessados, com atenção especial à América Latina e ao Caribe. Podemos capitanear a partir do nosso novo satélite um centro latino-americano de previsões climáticas”. Sendo um satélite geoestacionário ele ficará em uma orbita fixa acima do território brasileiro, dessa forma ele não observará a China, faz sentido seus dados serem compartilhados com a América Latina e Caribe, mas não faz nenhum sentido esses dados serem compartilhado com os chineses, que não teriam benefícios diretos nenhum em obter dados do Brasil, não que os Chineses precisem desses dados para espionar o Brasil, uma vez que lançam satélites militares e espiões sem precisar de apoio internacional, mas é de conhecimento publico que satélites meteorológicos podem captar lançamentos de foguetes e mísseis

Aparenta ser uma situação ganha-ganha entre Brasil e China, onde o Brasil consegue ter um satélite “Próprio” para fazer previsão do tempo sem precisar comprar imagens dos EUA, e a China ganha dados para pesquisas científicas e um monitoramento constante dos Mísseis Balísticos Intercontinentais dos EUA e se preparar para uma possível resposta a um ataque nuclear

Considerações Finais

Esse projeto é interessante, principalmente por sua previsão de “Rápida” construção e por dar ao Brasil uma certa independência além da ótima experiência que tivemos com o programa CBERS, que nos permitiu desenvolver o Amazônia-1, que mesmo sendo defasado é uma tecnologia nacional e operacional que nos ajuda a defender nossa amazônia, mas a falta de clareza sobre o processamento desses dados e sobre a transferência de tecnologia e também o custo literalmente astronômico fazem esse projeto ser meio suspeito, cabe aos brasileiros fiscalizar essa missão


Fontes

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2 comentários

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Marcos Souza

Cara, eu gostaria de pergunta de onde você tirou que o CBERS-5 vai custar 5 bilhões de reais. Estou perguntando porque, se for esse realmente o valor, está superaturado. Um satélite como esse custa no máximo 2,5 bilhões de reais. Isso precisa ser melhor averiguado.

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Raul Carlos

Marcos Souza, todas as fontes estão no post

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