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INPE e Agencia Espacial Alemã assinam carta de intenções

INPE e Agencia Espacial Alemã assinam carta de intenções

A partir da visita da delegação do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em 4 de outubro de 2023, com a presença da Dra. Anke Pagels-Kerp, representante do Conselho do Espaço do DLR, foi acordado que ambas Instituições iriam enveredar esforços para a assinatura de uma Carta de Intenções. Esta carta foi assinada no dia 4 de dezembro de 2023, no Ministério da Economia e Ação Climática, em Berlim. Na ocasião da assinatura da Carta, o Diretor do INPE, Clezio De Nardin, estava acompanhado da Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do Ministro da Economia, Fernando Haddad. Esta Carta entrará no rol de atividades previstas para serem desenvolvidas em conjunto entre o Brasil e a Alemanha, após ser chancelada pelo Presidente da República do Brasil e o Primeiro Ministro da Alemanha.

A cooperação entre o INPE e o DLR se dá em função da sinergia entre as pesquisas e os desenvolvimentos tecnológicos que ocorrem em ambas instituições. Do ponto de vista tecnológico, pelo lado brasileiro, se vislumbram duas alternativas que podem contribuir para o avanço desta cooperação. A primeira alternativa é o uso da Plataforma Multi Missão (PMM) para satélites da classe 100 (P100), que se apresenta como plataforma candidata para acomodar o módulo de carga útil a ser provido pelo DLR. Para tal, serão realizados estudos mais detalhados para se comprovar a compatibilidade da P100 com a “Missão CO2Image” (acrônimo para a missão de monitoramento de gases do efeito estufa). Caso a P100 não seja compatível, o INPE tem a alternativa de utilizar a PMM, que já é provada em voo, e que certamente tem capacidade de atender os requisitos da missão. Além do inerente desenvolvimento tecnológico, com esta cooperação é esperado significativo fomento para a indústria nacional, pois seja com o desenvolvimento da P100 ou com a utilização da PMM, seguramente aumentarão as demandas para as empresas brasileiras que atuam no segmento espacial.

Vários estudos indicam que a combinação sinérgica das alterações climáticas resultantes do aquecimento global e o desmatamento podem levar a impactos importantes que aumentam consideravelmente a vulnerabilidade dos biomas, especialmente das florestas tropicais. Assim, torna-se cada vez mais importante monitorar e aprimorar os conhecimentos científicos sobre as mudanças na biomassa e estrutura dos biomas, com base em estudos científicos capazes de fornecer informações críticas para a tomada de decisões relativas à conservação florestal, planejamento, estimativa de emissões de carbono e outros gases de efeito estufa, bem como mecanismos para apoiar a redução das emissões desses gases. Sendo assim, a “Missão CO2Image” irá permitir a detecção e quantificação de emissões antropogênicas de dióxido de carbono e metano oriundas de fontes pontuais. Esta Missão irá permitir avanços significativos ao monitoramento de biomas realizado pelo INPE através do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas (PAMZ+).

Após a solenidade de assinatura da Carta de Intenções, o Diretor do INPE também fez uma visita ao Instituto de Sistemas de Sensores Ópticos do DLR, em Berlim. Este Instituto se concentra na pesquisa e desenvolvimento de sistemas de sensores ópticos ativos e passivos que operam nas faixas espectrais de UV, visível, infravermelho e THz. Os instrumentos são aplicados em pesquisas espaciais e exploração espacial, a bordo de plataformas orbitais e em sistemas robóticos. O Instituto participa na análise científica dos dados obtidos com esses sistemas, incluindo observação da Terra, robótica, pesquisa planetária, transporte e segurança. O desenvolvimento de algoritmos orientados para sensores para processamento de informações estabelece a base para sistemas ópticos de sensores autônomos. 

Assista ao vídeo do momento de assinatura da Carta de Intenções aqui.

 

Créditos: Serviço de Relações Institucionais (SEREL), Coordenação-Geral de Engenharia, Tecnologia e Ciência Espaciais (CGCE) e Coordenação-Geral de Ciências da Terra (CGCT). 

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1 comentário

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Alexandre.

Um acordo com chance de resultados concretos, como o existente com o IAE. Importante não ocorrer duplicidade de ações ou iniciativas entre os dois programas. E que seja um short-cut para o INPE voar a P100.

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