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Sinal do Satélite SPORT é captado por radioamadores brasileiros

Sinal do Satélite SPORT é captado por radioamadores brasileiros

A missão é resultado de uma parceria firmada entre AEB e NASA, com apoio da FAPESP, e executada pelo ITA e pelo INPE.

O satélite SPORT (Scintillation Prediction Observations Research Task) já envia sinal identificado por estações de solo e radioamadores brasileiros. A Estação Terrena de Cuibá, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), recebeu na primeira passagem do SPORT pelo território brasileiro o sinal no dia 19 de dezembro de 2022às 12h23, horário de Brasília.  

Voltado para pesquisas científicas na ionosfera, ele encontra-se em órbita própria, a 400 quilômetros de altitude e 52 graus de inclinação, adiantado alguns minutos em relação à órbita da Estação Espacial Internacional (ISS).

SPORT e Petitsat após ejeção da Estação Espacial Internacional, na sequência de separação dos dois satélites.(Crédito da imagem: NASA)

O nanossatélite, no padrão cubesat 6U e pesando 9kg, ainda está em comissionamento. Os resultados dessa fase de testes, sobre envio de dados científicos oficiais, serão divulgados mais adiante, em conjunto, por NASA, AEB, INPE e ITA. Logo após ter sido lançado da ISS, o SPORT emitiu sinais que permitiram atestar o funcionamento de alguns de seus principais subsistemas.  Seu “beacon” de telemetria foi captado por radioamadores brasileiros, inclusive dentro da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O artefato foi transportado como carga para a ISS, a bordo de um foguete da SpaceX, em uma missão de reabastecimento realizada no dia 26 de novembro de 2022. Entrou em órbita no dia 29 de dezembro do mesmo ano, após um lançamento de sucesso realizado a partir da ISS, por meio do braço robótico japonês, Kibo. O sucesso da ejeção foi confirmado pela Nanoracks, provedora do serviço contratado pela NASA, minutos após o comando de ejeção.          

O nanossatélite foi desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em parceria com a NASA. Os instrumentos científicos foram providos pelas Universidades Estaduais de Utah, do Texas e do Alabama; e pela empresa Aerospace Co.

No Brasil, os dados captados serão utilizados pelo Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Já nos Estados Unidos, a operação do SPORT está sob a responsabilidade do Marshall Space Center da NASA, em Huntsville, Alabama.

As próximas etapas para essa fase orbital do CubeSat incluem, por meio de sequências de comandos e recebimento de telemetrias, realizar análises e verificações dos subsistemas para então prosseguir com o comissionamento da plataforma e cargas úteis.

Visão artística com imagem renderizada do SPORT sobrevoando o litoral paulista.

(Crédito da Imagem: Renderização / Tiago Matos – Modelo CAD / Denis Vieira)

Sobre o SPORT

O SPORT é um cubesat que mede 6U (10x20x30cm), com capacidade limite de seis litros e peso de 9kg, voltado para pesquisas científicas na ionosfera. A missão é investigar anomalias magnéticas do Atlântico Sul, a partir de dados coletados para o estudo dos efeitos das tempestades solares, que ocasionam perturbações como as bolhas de plasma. Tais fenômenos naturais prejudicam as comunicações e os sinais de sistemas de geoposicionamento (como o GPS), com o risco de comprometer a segurança e infraestruturas críticas do país.

Embora a sigla SPORT seja um acrônimo para “Scintillation Prediction Observations Research Task”, o nome do satélite também é uma homenagem ao time de futebol pernambucano Sport Clube de Recife. O líder da divisão de Clima Espacial da NASA, Dr. Jim Spann, foi o responsável por batizá-lo. O Dr. Spann morou na cidade do Recife, Brasil, ainda pequeno, e seu amor pelo time do coração nunca desvaneceu. Ele e o pai foram sócios no Sport Clube do Recife.

Fonte: CSS – Coordenação de Comunicação Social – AEB https://www.gov.br/aeb/pt-br/sinal-do-satelite-sport-e-captado-captado-por-radioamadores-brasileiros

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