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Sonda 3

Sonda 3

O Sonda III, foi o terceiro foguete da família Sonda. Seguindo na mesma estratégia do Sonda II, ele era bem parecido, na concepção geral, com o foguete Black Brant IV de origem Canadense, no entanto com uma certa influência Francesa e usando como segundo estágio o mesmo motor do modelo Sonda II. A sua aparência, era a de um Black Brant IV “atarracado” e mais potente.

O desenvolvimento do Sonda III teve início em 1971 e transcorreu sem maiores problemas durante os primeiros anos da década de 70.
Esse veículo foi o primeiro foguete Brasileiro a receber um sistema de instrumentação completa, contando com: um sistema de separação de estágios, um sistema de ignição para o segundo estágio, uma carga útil tecnológica para aquisição de dados durante todo o vôo, um sistema de teledestruição, um sistema para controle de atitude nos três eixos da carga útil, um sistema de recuperação da carga útil no mar e muitos dispositivos eletrônicos.
Em fevereiro de 1976, foi efetuado o primeiro lançamento do Sonda III. Foram desenvolvidas duas versões para o seu segundo estágio: além da básica com motor S20 (o mesmo do Sonda II) uma outra com o motor S23, cerca de 1 metro mais curto. Além dessas, uma versão com o segundo estágio em material “composite” também foi projetada (seria o Sonda IIIA).
Com a reestruturação na condução nas atividades espaciais no Brasil, foi estabelecida uma estratégia mais abrangente. Visando o domínio completo na área espacial, desde um Centro de lançamento, passando pelo lançador até chegar ao satélite, e ainda motivado pelo Sucesso do Sonda III, CTA e IAE iniciaram, no segundo semestre de 1976, os estudos de viabilidade e de especificações técnicas de um veículo intermediário. Esse veículo era o Sonda IV, cujo desenvolvimento iria permitir o domínio de tecnologias críticas, sem as quais não seria possível avançar, de forma consistente, em um programa espacial independente.

As principais conquistas alcançadas com esse veículo foram:

  • Desenvolvimento do propulsor do primeiro estágio, com 557 mm de diâmetro;
  • Projeto aerodinâmico de uma configuração mais complexa, envolvendo empenas no primeiro e no segundo estágios;
  • Desenvolvimento do sistema de separação de estágio;
  • Desenvolvimento de redes elétricas e seus equipamentos, para permitir o monitoramento do comportamento do veículo em voo;
  • Desenvolvimento de itens pirotécnicos.

A versão M1 utiliza o propulsor S23 no segundo estágio. O propulsor S23 é 1294 mm menor que o propulsor S20, para que o veículo não ficasse muito longo e não produzisse um carregamento elevado no plano de separação de estágios. Por último, o veículo também foi concebido utilizando o motor S33 no segundo estágio e, assim, foi chamado de Sonda IIIA.

As versões do Sonda 3

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